25 Março 2017 | Sábado

Auditório do Centro de Investigação Médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

ALL RIGHTS RESERVED TO Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial

 

 

15:30-16:15:Terapia manual na DTM: qual a evidência?

Dr. Nuno Matos e Dr. Marco Clemente, Fisioterapia (PT)

 

Discussão

 

INTERVALO // COFFEE-BREAK

 

17:00-17:30: Oclusão dentária e DTM Muscular

Dr.ª Joana Pereira, Medicina Dentária (PT)

 

Discussão

 

17:45-18:45: Mesa Redonda: Intervenção da DTM: quem, quando e como?
Discussão de casos clínicos em mesa multidisciplinar

Dr. André Mariz de Almeida, Medicina Dentária (PT)
Dr. Júlio Fonseca, Medicina Dentária (PT)

Dr.ª Cláudia Felício, Terapia da Fala (BRA)
Dr. David Sanz, Cirurgia Maxilo-facial (PT)

Dr.ª Maria Paço,  Fisioterapia (PT)

Prof. Juan Mesa, Fisioterapia (ESP)

 

19:00: Entrega Prémio Melhor Poster
CERIMÓNIA DE ENCERRAMENTO

Prof. Doutor Sérgio Félix, Presidente da Comissão Científica da SPDOF
Dr. Tiago Oliveira, Presidente da Comissão Organizadora do Meeting Day
Dr. Ricardo Santos, Presidente da Comissão Organizadora do Meeting Day

Tudo o que queria saber sobre DTM Muscular

 

Juntamos especialistas de renome nacional e internacional das áreas da Fisioterapia, Terapia da Fala, Medicina Dentária, Cirurgia Maxilo-facial e outros.

 

Confira o programa.

09:00 - 09:45 | Dr. Júlio Fonseca

DTM - Nomenclatura, classificação e critérios de diagnóstico

 

Médico Dentista, licenciado em 2004 pelo Departamento de Medicina Dentária, Estomatologia e Cirurgia Maxilo-Facial da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC)

Pós-Graduado em Reabilitação Oral Protética pela FMUC

Mestre em Patologia Experimental pela FMUC com tese na área do Bruxismo

Assistente Convidado das Disciplinas de Anatomia Dentária, Fisiologia do Aparelho Estomatognático e Reabilitação Oclusal do Mestrado Integrado em Medicina Dentária do DEMDCMF da FMUC até 2015

Doutorando em Ciências da Saúde na FMUC

Autor e Co-Autor de diversos artigos científicos/trabalhos publicados em revistas/congressos nacionais e internacionais.

Conferencista e Docente de Cursos nas áreas da Prostodontia, Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular

Responsável pela consulta de Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular da OrisClinic (Coimbra) e Centro Visages (Viseu)

 

Resumo da conferência

 

O quadro das DTM e Dor Orofacial (DOF) carece de uniformidade e consenso, desde logo na sua definição, assim como nos métodos de avaliação, guidelines, instrumentos, terminologia e sistemas de classificação. Desde logo, a escassa uniformidade taxonómica é uma limitação fundamental que perturba a comparação entre estudos científicos e as suas consequentes conclusões, protocolos de abordagem e tratamento.

O objetivo de uma classificação que traduza um consenso universal tem marcado a evolução e trabalho científico dos principais grupos de estudo em DTM e DOF ao longo de décadas. Uma classificação adequada contribuirá para uma uniformização nas metodologias de investigação, interpretação de resultados e, consequentemente, numa prática clínica mais eficiente e fundamentada no rigor da prova científica.

Nesta comunicação o autor apresentará  e comentará as classificações mais aceites e utilizadas com especial relevo para a classificação mais consensual e validada atualmente, comum à AAOP e DC-TMD. Esta Taxonomia das DTM foi traduzida e adaptada para Português pela SPDOF, e publicada no seu segundo livro. (Almeida A, Fonseca J, Félix S. Disfunções Temporomandibulares: tratamento farmacológico. 1ª Edição ed: Sociedade Portuguesa de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial; 2016).

11:00 - 11:45 | Prof.ª Doutora Cláudia Felício

Terapia da Fala/Fonoaudiologia nas DTM’s: prática baseada nas evidências

 

Professora Associada no Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirugia de Cabeça e Pescoço da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), Brasil.
Pesquisadora do Núcleo de Apoio à Pesquisa Craniofacial da Universidade de São Paulo.
1983 – Recebeu o Bacharel em Fonoaudiologia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, SP, Brasil
1996 – Doutorado em Ciências, FFCLRP, Universidade de São Paulo, Brasil
2010 – Pos-doutorada de Pesquisa, Faculdade de Medicine, Università degli Studi di Milano, Itália.
Autora de dois livros, vários capítulos e artigos científicos sobre desordem temporomandibular, avaliação e terapia miofuncional orofacial.
Links:
Researchgate - https://www.researchgate.net/profile/Claudia_Maria_De_Felicio
Pubmed - https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Felício+CM%2C

 

Resumo da Conferência

 

Desordem temporomandibular (DTM) é um problema envolvendo a articulação temporomandibular (ATM) e / ou os músculos mastigatórios, geralmente acompanhada por dor e dificuldades durante as funções da mandíbula.

Para tratar as DTMs, a recomendação é que sejam adotados métodos conservadores, com foco na dor. Além disso, muitas vezes os pacientes acometidos precisam de terapia que reabilite as funções orofaciais, porque a questão não limita à percepção de dificuldade para executá-las, mas sim de prejuízos reais, envolvendo a aparência/posicionamento e a mobilidade dos componentes estomatognáticos, bem como a mastigação e a deglutição. Um termo coletivo para tais prejuízos é Distúrbio Miofuncional Orofacial (DMO).

A dor e disfunção nos músculos que controlam a mandíbula e nas articulações temporomandibulares (ATMs) podem originar os DMOs, devido à necessidade de adaptação para manter as funções que são vitais e essenciais para a vida humana. No entanto, os processos são mal adaptados e com déficits nas habilidades motoras orofaciais com potencial para tornar crônica a DTM e até mesmo agravá-la.

Portanto, especialmente em casos crônicos (duração > 6 meses), para recuperar a capacidade funcional serão necessárias tanto o alívio da dor, como estratégias que promovam por meio de exercícios a (re)aprendizagem motora.

Nossas pesquisas têm mostrado a importância de se avaliar o sistema estomatognático e as funções, por meio de métodos confiáveis, e comparado os resultados da terapia miofuncional orofacial com outros métodos de tratamento aplicados às DTMs os quais serão apresentados e discutidos durante a apresentação.

14:30 - 15:00 | Dr.ª Catarina Bouça

Distúrbios Miofuncionais Orofaciais Pediátricos: uma abordagem preventiva da DTM

 

Licenciada em Terapia da Fala, Pós-graduada em Motricidade Orofacial,

Pós-graduada em Disfagias Orofaríngeas e Mestranda em Terapia da Fala – área de Motricidade Orofacial e Disfagia.

Terapeuta da Fala no Hospital Pediátrico de Coimbra - Centro do Desenvolvimento da Criança até 2011 e atualmente Terapeuta da Fala no Hospital Pediátrico de Coimbra - Serviço de Medicina Física e de Reabilitação.

Prática clínica direccionada para a Pediatria nas áreas da deglutição, motricidade orofacial e comunicação/ linguagem (perturbações do desenvolvimento e adquiridas).

Membro do extinto Grupo Português de Estudo da Disfagia – GPED. Membro do Departamento de Disfagia da Sociedade Portuguesa de Terapia da Fala.

Coordenadora científica da Pós-Graduação em Motricidade Orofacial da Associação Central de Psicologia.

Formadora em seminários e workshops no âmbito de eventos científicos nacionais, na área da motricidade orofacial e deglutição - idade pediátrica.

 

Resumo da conferência

 

A disfunção temporomandibular é uma entidade clínica com forte impacto na qualidade de vida do indivíduo, podendo em muitos casos ser altamente incapacitante. A sua etiologia é multifatorial, mas pode ser analisada de dois prismas basilares: a estrutura e a função. Em ambas as visões, é inegável a necessidade de uma abordagem preventiva, para inibição dos fatores que estão na sua génese. As funções do sistema estomatognático surgem como um dos elementos chave no desenvolvimento crâniofacial, cujo equilíbrio é fundamental para uma boa saúde mioarticular. Neste âmbito, o terapeuta da fala assume um papel que, embora preponderante, deve integrar uma abordagem interdisciplinar. A sua atuação passa pela inibição de hábitos orais nefastos e pela adequação das funções estomatognáticas. Este será o tema central da apresentação, a qual se focará sobre as principais perturbações miofuncionais orofaciais da idade pediátrica e sua relação com a DTM.

17:00 - 17:30 | Dr.ª Joana Pereira

Oclusão dentária e DTM Muscular

 

Médica Dentista, com Mestrado Integrado em Medicina Dentária pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) em 2014

Membro da Comissão Organizadora da XXIII Reunião Anual de Medicina Dentária e Estomatologia de Coimbra em 2014, e dos Congressos da SPDOF em Coimbra 2015 e Lisboa 2016.
Curso de "Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular" da Visages e Aluna do Curso Internacional de Especialização em Dor Orofacial, DTM e Oclusão do Prof. Eduardo Januzzi

Autora e co-autora de trabalhos científicos apresentados em congressos nacionais.
Co-autora do capítulo "Disestesia Oclusal" do 2º Livro publicado pela SPDOF intitulado "Tratamento Farmacológico da Dor Orofacial e da Disfunção Temporomandibular".

Formadora do 1º curso de DC/TMD em Portugal.

 

Resumo da Conferência

 

A Disfunção Temporomandibular (DTM) é um grupo heterogéneo de condições que afetam as articulações temporomandibulares (ATM), os músculos da mandíbula, ou ambos. É amplamente aceite que tem etiologia fatorial, onde variados fatores contribuem para o seu aparecimento, perpetuação ou lhe estão associados, tais como a oclusão dentária, o trauma, o stress emocional e as parafunções.

Nesta conferência pretende-se explorar a evidência científica disponível acerca da relação entre a oclusão dentária e os distúrbios musculares, apresentando a mais recente evidência sobre o papel da postura corporal.

Rejeitar por completo uma relação entre a oclusão dentária e os músculos seria refutar um dos princípios mais básicos entre forma e função. Mas será que o mesmo se aplica às DTM?

11:45 - 12:30 | Prof. Juan Mesa

DTM Muscular e Síndrome de Dor Miofascial: diagnóstico diferencial

 

Director de Mesalud 2000. Graduado en  Fisioterapia. Licenciado en Kinesiología y Fisiatría. Doctorando en Medicina. Profesor de la Facultad de Medicina de la Universidad CEU San Pablo.
Director, profesor, creador e investigador del  prestigioso Master Oficial Universitario de Dolor Orofacial y Disfunción Craneomandibular de la Universidad CEU San Pablo. Instructor y creador  de Integrative Craneocervicofacial Therapy (ICRACEFT CONCEPT ).  Ha formado a nivel oficial  Español a especialistas vía master universitario  (dentistas, fisioterapeutas y médicos) en dolor orofacial y Craneofacial. Fisioterapeuta  Especializado en  el tratamiento  del Dolor Orofacial, Disfunción Craneomandibular y Cefaleas con más de 20 años de experiencia.
Autor  y dictante de  artículos con factor de impacto en las revistas más prestigiosas mundiales, capítulos de libros, cursos y conferencias en 4 continentes. Ha dirigido mas de 80 de trabajos de investigación de grado y posgrado. Director de laboratorio de Investigación de Dolor Craneocervicofacial  de la Facultad de Medicina de la Universidad CEU San Pablo y coordina varias líneas de investigación asociadas ha esta disciplina.
Cabe destacar su formación y experiencia en técnicas semiinvasivas guiadas con ecografía en punción seca, acupuntura y terapia neural con aguja seca desde hace 15 años en el  tratamiento del dolor craneofacial.
También ha sido director, profesor y alumno de postgrado de experto universitario en Psiconeuroinmunología clínica, utilizándola es su práctica clínica para el abordaje del dolor craneofacial mediante recomendaciones nutricionales, cambios cognitivo-conductuales, terapia regenerativa y terapia ortomolecular.  Es Miembro de varias Sociedades científicas nacionales e internacionales entre las que se incluye la Sociedad Española de Dolor Orofacial y Disfunción Craneomandibular, Sociedad Española de Fisioterapia y Dolor, Sociedad Española del Dolor  y Academia Europea de Dolor Craneofacial.

 

Resumo da Conferência

 

Los trastornos temporomandibular (TM) constituye un subgrupo de trastornos musculoesqueléticos relacionados entre sí que implican a la musculatura masticatoria, a la articulación temporomandibular y sus estructuras asociadas como cuello y columna, y que representa la causa más importante de dolor no dental en la región orofacial1.  Según el estudio epidemiológico de Poveda-Roda y cols.2 el diagnostico más frecuente corresponde al dolor miofascial (diagnostico simple o múltiple) (42 %), seguido por desplazamiento del disco con reducción (DDCR) 32,1 %, artralgia 30 %, osteoartrosis 14,2 %, osteoartritis 12,3 % y el desplazamiento del disco sin reducción (DDSR) (8,6 %).

Las dos principales clasificaciones de la disfunción temporomandibular (DTM) son la de la American Academy of Orofacial Pain (AAOP)3 (Tabla I) y los Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders (RDC-TMD)4.

Ambas clasificaciones, aunque no idénticas, son bastante similares. La clasificación de la AAOP de los trastornos musculares es más exhaustiva, mientras que los RDC-TMD solo incluyen el dolor miofascial, pero los subclasifican en función de que se asocie o no a limitación de la apertura bucal. Los RDC-TMD se dividen asimismo en dos ejes: el eje I hace referencia a los hallazgos físicos y el eje II a los aspectos psicosociales implicados en la situación clínica del paciente.

La etiología de los TTM  de origen muscular sigue sin estar clara, pero es probablemente multifactorial. En los últimos años, han sido cuestionadas muchas de las teorías sobre el desarrollo de los trastornos de la ATM, al principio se asoció los TTM a la maloclusión dental y alteraciones posturales, pero esta teorías se desecharon al publicarse estudios que demuestran que la incidencia de alteraciones oclusales y posturales no es superior en sujetos con TTM y que el tratamiento oclusal no mejora los síntomas o signos de TTM5-8. Más recientemente, los avances en la comprensión de la biomecánica articular, de los mecanismos  centrales de modulación del dolor, de la fisiología neuromuscular, de los trastornos inmunes, los cambio hormonales, el sueño, la genética  y epigenética han supuesto un cambio considerable en cuanto al conocimiento de la etiología de los TTM9-10. En el desarrollo de los TTM están implicados no solo aspectos biológicos, sino también cognitivos, emocionales, conductuales, ambientales y sociales. Todos estos aspectos pueden actuar como factores desencadenantes, perpetuanes o predisponentes en la patogénesis de los trastornos musculares1,8.

Entendiendo la implicación multifactorial de la patología de la musculatura masticatoria, es fácil entender que el dolor miogénico en los trastornos temporomandibulares está siempre ligado a otros dolores locales craneofaciales  (varios subtipos de cefaleas primarias y secundarias), así como, a otras entidades sistémicas como la fibromialgia, colon irritable, cistitis crónica intesticial, patología digestiva, cardiovascular, reumáticas autoinmunes, patología uroginecologica, etc 11.

Siendo la etiología de la DTM multifactorial, el enfoque terapéutico debe ser interdisciplinario4. En muchos de los pacientes, los signos y síntomas mejoran con el tiempo, con o sin tratamiento12-14. Hasta el 50 % de los pacientes mejoran en un año y el 85 % lo hacen en tres años15. La gran mayoría de los trastornos temporomandibulares (aproximadamente de un 85 % a un 90 %), tanto articulares como musculares, deben tratarse de forma no invasiva y no quirúrgica16-19. Los pacientes con eventos patológicos intraarticulares deben de abordarse con tratamiento conservador, ya que las intervenciones quirúrgicas cambian la anatomía de la articulación, invaden la integridad del espacio articular y afectan a la fisiología articular, pudiendo producir un daño que puede ser irreversible. Actualmente no se cuenta con ensayos randomizados ni metaanálisis que demuestren que la cirugía obtenga una mejoría de los síntomas a largo plazo.16-20

Por lo tanto, la terapéutica para los TTM miogénicos deber ser mediante un abordaje conservador y no invasivo (Tabla I) y debe incluir tratamiento fisioterápico, médico-odontológico conservador (odontoestomatólogo y cirujano maxilofacial) y, si es necesario, con el apoyo de otros especialistas, como psicólogos, algólogos, neurólogos, psiquiatras y otorrinolarigólogos 1,4,20.

 

BIBLIOGRAFÍA:

1. Mesa-Jimenez J, Torres Cueco R, Fernandez de las Peñas C. Fisioterapia en el tratamiento de la disfunción temporomandibular: una aproximación desde la patología a la guía clínica. Rev Soc Esp Dolor 2014; 21(Supl. II): 14-27
2. Poveda-Roda R, Bagan JV, Sanchis JM, Carbonell E. Temporomandibular disorders. A case-control study. Med Oral Patol Oral Cir Bucal 2012;17(5):e794-800.
3. De Leeuw R. American Academy of Orofacial Pain. Orofa-cial pain: Guidelines for assessment, diagnosis and management. 4th ed. Quintessense Publishing; 2008.
4. Ohrbach R, List T, Goulet JP, Svensson P. Recommendations from the International Consensus Workshop: con- vergence on an orofacial pain taxonomy. J Oral Rehabil 2010;37(10):807-12.
5. Koh H, Robinson PG. Occlusal adjustment for treating and preventing temporomandibular joint disorders. J Oral Reha- bil 2004;31(4):287-92. 
Rutkiewicz T, Kononen M, Suominen-Taipale L, Nor- dblad A, Alanen P. Occurrence of clinical signs of tem- poromandibular disorders in adult Finns. J Orofac Pain 2006;20(3):208-17.
6. Poveda Roda R, Bagan JV, Díaz Fernández JM, Hernández Bazán S, Jiménez Soriano Y. Review of temporomandibular joint pathology. Part I: Classification, epidemiology and risk factors. Med Oral Patol Oral Cir Bucal 2007;12(4):E292-8.
7. Scrivani SJ, Keith DA, Kaban LB. Temporomandibular disorders. N Engl J Med 2008;359(25):2693-705.
8. Tapias Ledesma MA, Martínez Domínguez C, Munoz García JC, Hernández-Barrera V. Factors associated with temporomandibular disorder in a health centre’s population. Aten Primaria 2008;40(4):209-10.
9. Rutkiewicz T, Kononen M, Suominen-Taipale L, Nor- dblad A, Alanen P. Occurrence of clinical signs of tem- poromandibular disorders in adult Finns. J Orofac Pain 2006;20(3):208-17.
10. de-Pedro-Herráez M, Mesa-Jiménez J, Fernández-de-Las-Peñas C, de-la-Hoz-Aizpurua JL. Myogenic temporomandibular disorders: Clinical systemic comorbidities in a female population sample. Med Oral Patol Oral Cir Bucal. 2016 Nov 1;21(6):e784-792.
11. Sato S, Goto S, Nasu F, Motegi K. Natural course of disc displacement with reduction of the temporomandibular joint: changes in clinical signs and symptoms. J Oral Maxi- llofac Surg 2003;61(1):32-4.
12. Sato S, Nasu F, Motegi K. Natural course of nonreducing disc displacement of the temporomandibular joint: Changes in chewing movement and masticatory efficiency. J Oral Maxillofac Surg 2002;60(8):867-72.
13. Naeije M, Te Veldhuis AH, Te Veldhuis EC, Visscher CM, Lobbezoo F. Disc displacement within the human temporo- mandibular joint: A systematic review of a ‘noisy annoyan- ce’. J Oral Rehabil 2013;40(2):139-58.
14. American Society of Temporomandibular Joint S. Guidelines for diagnosis and management of disorders involving the temporomandibular joint and related musculoskeletal structures. Cranio 2003;21(1):68-76.
15. Stohler CS, Zarb GA. On the management of temporomandibular disorders: A plea for a low-tech, high-prudence therapeutic approach. J Orofac Pain 1999;13(4):255-61.
16. Fricton J. Current evidence providing clarity in management of temporomandibular disorders: Summary of a systematic review of randomized clinical trials for intra-oral appliances and occlusal therapies. J Evid Based Dent Pract 2006;6(1):48-52.
17. Craane B, Dijkstra PU, Stappaerts K, De Laat A. Randomized controlled trial on physical therapy for TMJ closed lock. J Dent Res 2012;91(4):364-9.
Wright EF, North SL. Management and treatment of temporomandibular disorders: A clinical perspective. J Man Manip Ther 2009;17(4):247-54.

18. Schiffman EL, Look JO, Hodges JS, Swift JQ, Decker KL, Hathaway KM, et al. Randomized effectiveness study of four therapeutic strategies for TMJ closed lock. J Dent Res 2007;86(1):58-63.

 

 

 

09:00-09:45: DTM – Nomenclatura, classificação e critérios de diagnóstico

Dr. Júlio Fonseca, Medicina Dentária (PT)

 

09:45-10:15: Farmacologia na DTM de origem muscular

Dr. Maged Zarif Léon, Anestesiologia (PT)

 

Discussão

 

INTERVALO // COFFEE-BREAK

 

11:00-11:45: Terapia da Fala/Fonoaudiologia nas DTM’s: prática baseada nas
evidências

Prof.ª Doutora Cláudia Felício, Terapia da Fala (BRA)

 

11:45-12:30: DTM Muscular e Síndrome de Dor Miofascial: diagnóstico diferencial

Prof. Juan Mesa, Fisioterapia (ESP)

 

Discussão

 

CERIMÓNIA DE ABERTURA

 

ALMOÇO LIVRE

 

14:30-15:00: Distúrbios Miofuncionais Orofaciais Pediátricos: uma abordagem

preventiva da DTM

Dr.ª Catarina Bouça, Terapia da Fala (PT)

 

15:00-15:30: Distúrbios Musculares e Ortodontia

Dr.ª Cristina Figueiredo, Medicina Dentária (PT)

 

15:30 - 16:15 | Dr. Marco Clemente e Dr. Nuno Matos

Terapia manual da DTM: qual a evidência?

 

Marco Clemente

Licenciado em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde do Alcoitão; 

Mestrando em Fisioterapia - Condições Músculo Esqueléticas, na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal;

Certificado em Osteopatia pela Escola de Osteopatia de Madrid;

Formação no Método de Reeducação Postural Global, pela St. Mont University;

Formação no Método de Cadeias Musculares, pela Formation Busquet;

Pós-graduação em Fisiopatologia do Sistema Músculo-Esquelético Crâneo-Cervical, Crâneo-Mandibular e Dor Facial, com o Prof. Doutor Mariano Rocabado.

 

Nuno Matos

Fisioterapeuta e osteopata, com experiência formativa na área da Terapia Manual há mais de 15 anos. Está actualmente a realizar um mestrando na área de músculo-esquelética. É director do Gabinete de Terapias Manuais e Medicina Integrada em Cascais, Portugal. Autor da técnica mio-neuro-meníngea: Manobra de Matos e autor e coordenador do curso de Avaliação e Tratamento Crâneofascial, quer em Portugal quer em Espanha. Membro da equipa internacional de formadores do curso de TMPI – Terapia Manual Pediátrica Integrada.

 

 

Resumo da conferência

 

A Terapia Manual (TM) é uma abordagem terapêutica utilizada e recomendada desde há muito, sendo reconhecido o seu beneficio no tratamento de pacientes com DTM. É defendido que reduz a dor, reduz a tensão miofascial, melhora a mobilidade articular, reduz o processo inflamatório, promove a regeneração tecidular, e melhora a função no geral. É habitualmente usada de forma associada a outras intervenções. Mas... com que evidência científica? E qual a sua evidência clínica? Quais os fundamentos que suportam esta intervenção?
 

09:45 - 10:15 | Dr. Maged Zarif Léon

Farmacologia na DTM de origem muscular

 

Licenciado em Medicina e Cirurgia, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Sevilha (Espanha).

Especialista em Anestesiologia.

Professor Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior

Professor Assistente Convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (2010-2011).

Professor Assistente da Faculdade de Medicina da Universidade de Sevilha (2006-2008).

Mestre Universitário em Medicina de Emergências, Catástrofes e Ajuda Humanitária.

Co-orientador de Mestrado.

Publicações em livros e revistas, comunicações em congressos nacionais e internacionais e participação em organizações científicas.

Médico da Viatura Médica de Emergência e Reanimação – VMER.

Instrutor de Suporte Avançado de Vida Cardiológico.

Monitor de Reanimação Cardiopulmonar Básica e Desfibrilhação Semiautomática.

Médico Internacional em Missões Humanitárias.

Desempenha as suas funções nas seguintes áreas: Anestesia Fora do Bloco Operatório. Anestesia Regional. Cirurgia de Ambulatório. Anestesia Obstétrica. Anestesia para Cirurgia Geral, Cirurgia Ginecológica, Cirurgia Ortopédica, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Plástica, Cirurgia Oftalmológica, Cirurgia Urológica, Cirurgia Vascular. Medicina de Emergência Extra e Intra-hospitalar. Unidade de Dor Aguda e Crónica.

 

Resumo da conferência

 

As Disfunções Temporomandibulares devem-se a factores diversos, podendo ser de caráter muscular e/ou articular, ambas com a possibilidade de ter origem emocional, inflamatória, autoimune, estrutural ou até mesmo infecciosa. A literatura mostra que as do tipo muscular são as mais prevalentes em pacientes com esse tipo de disfunção. Há um grande número de estratégias utilizadas para o tratamento de pacientes com DTM, a depender do tipo de problema diagnosticado. Em relação à aplicação de fármacos no tratamento da DTM muscular, sugerem-se analgésicos, opióides ou não, anti-inflamatórios corticoesteroides ou não esteróides, ansiolíticos, relaxantes musculares, antidepressivos,  anticonvulsivantes e anestésicos locais.